SINPEF/PA PARTICIPA DE MOVIMENTO POR MUDANÇAS NO TEXTO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA.

A programação em Brasilia contou com a presença dos APFs Jeane e Ramon, representando o SINPEF/PA, e teve inicio nesta terça-feira (2), no gramado em frente ao Congresso Nacional.

O Poder Legislativo estipulou a semana que antecede o recesso parlamentar de julho como o período para aprovar a reforma. Se isso acontecer e o texto passar como está, os policiais federais terão que lidar com uma idade mínima de aposentadoria, que hoje não existe e passaria a ser de 55 anos para ambos os sexos (sem qualquer regra de transição); a retirada da atividade de risco policial do texto constitucional e da integralidade e paridade para todos os policiais que ingressaram antes de 2013, e ainda reduziria drasticamente a pensão nos casos de morte de policial em serviço ou em função dele. Além disso, o texto também retiraria a diferenciação do tempo de atividade policial entre homens e mulheres, sem esquecer do aumento da contribuição previdenciária.

Diante dessa perspectiva todas as entidades representativas dos políciais federais participaram do ato em mais uma forma de esclarecer aos parlamentares e sensibilizar o próprio governo por alterações no que foi proposto inicialmente.

“Não somos contra uma reforma no sistema previdenciário, mas esperávamos que o governo tivesse uma visão diferenciada do nosso trabalho e das nossas particularidades”, explica o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Luís Antônio Boudens. A Fenapef é uma das entidades que compõem a União dos Policiais do Brasil.

Essa é a segunda vez que a UPB organiza um grande ato pela aposentadoria policial. No dia 21 de maio, mais de três mil pessoas se reuniram na Praça da Bandeira, em frente ao Congresso Nacional. Na ocasião, diversas entidades, policiais e demais operadores de segurança pública de todo o Brasil pediram melhores condições de aposentadoria.

Além do ato público dessa terça-feira, os policiais e operadores de todas as forças civis também vão continuar mantendo a mobilização junto aos parlamentares que compõem a Comissão Especial da PEC 06/2019 até que haja mudança nos pontos polêmicos do projeto.

Fonte: SINPEF/PA e FENAPEF