CARGO DE AGENTE É O MAIS CONCORRIDO NO CONCURSO DA PF

14 de setembro de 2018

Provas serão realizadas nesse domingo (16); mais de 147 mil pessoas se inscreveram no certame

A Polícia Federal divulgou, nessa quinta-feira (13), o número de inscritos e a concorrência para as 500 vagas do concurso para o órgão. No total, foram mais de 147 mil inscrições para o certame, sendo 92,6 mil só para o cargo de agente de polícia. As provas escritas serão nesse domingo, às 14h (horário de Brasília) para os candidatos aos cargos de perito, agente, escrivão e papiloscopista. Para os que forem concorrer aos cargos de delegado, as provas serão aplicadas às 15h, também no horário de Brasília.

Para o cargo de agente, o mais concorrido, serão 180 vagas – 514,84 pessoas por vaga. Em seguida, vem a concorrência das 150 vagas para o cargo de delegado, com 17,8 mil inscritos (118,7 por vaga), e para o de escrivão, com 12,6 mil inscritos para as 80 vagas (158,29 por vaga). Serão disponibilizadas 30 vagas para papiloscopista e 60 para perito.

Foram registrados também 1.757 inscritos com deficiência, que concorrerão a 27 vagas. Para os que se declararam negros, 18.050 no total, a disputa será para 100 vagas.

Os salários iniciais variam entre R$ 11.983,26 e R$ 22.672,48, para jornadas de trabalho de 40 horas semanais.

 

Edital

De acordo com o edital, serão disponibilizadas 500 vagas, sendo 180 para agente, 150 para delegado, 80 para escrivão, 30 para papiloscopista e 60 para perito. Mas, para o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Luís Antônio Boudens, o número disponível não chega nem perto do déficit alarmante de agentes, papiloscopistas e escrivães. Segundo estatísticas, existe hoje uma necessidade real de mais de quatro mil servidores, sendo 2.249 agentes, 629 delegados, 920 escrivães, 116 papiloscopistas, 108 peritos e 327 profissionais da área administrativa.

Ele lembra também que foi identificado um “exagero” nos requisitos para investidura no cargo de delegados e um isolamento para os demais cargos, além da falta de um rol de atribuições – atualmente, os policiais federais não têm essas atribuições fixadas em lei. “Não podemos permitir que decisões importantes para a segurança pública do país sejam negligenciadas por políticas contaminadas de corporativismo”, afirma Boudens.

“A nossa ideia é resolver todas essas questões para que não atrapalhe o andamento do concurso e que nós possamos concluir o calendário, já que as etapas para o certame são longas, demoradas e caras”, finaliza.

Comunicação Fenapef